Brasileiro morre ao cair do muro em travessia do México para os EUA

"Pai, vou fazer a travessia agora a noite, depois nos falamos. Beijos"

Por Redação - Revista EXATO
16/12/2020 11:44:00

Foto: Reprodução Instagram

Diogo Fernandes era administrador de empresas e tinha 36 anos

"Pai, vou fazer a travessia agora a noite, depois nos falamos. Beijos", esse teria sido o último contato do brasileiro Diogo Fernandes de Oliveira, com a família no noite do dia 7 de dezembro. Nascido em Goiania, o administrador de empresas, de 36 anos, morreu ao tentar fazer a travessia e cair de um muro na fronteira do México e do estado americano do Texas. Na queda, Diogo teria batido a cabeça e quebrado a bacia.

A informação do ocorrido teria sido passada pelo consulado brasileiro no México, para a família que mora em  São Luís de Montes Belos, cidade da região central de Goiás, onde os pais de Diogo moram.

A decisão de entrar nos Estados Unidos ilegalmente, através da fronteira com o México, teria ocorrido após Diogo ter tido o visto de turista negado por três vezes, entre 2017 e 2019. 

Seu último trabalho teria sido como gerente de uma loja de shopping em Goiania, que fechou decorrente a pandemia do coronavírus. Desempregado ele decidiu tentar a vida nos EUA, para isso teria contratado os serviços de um coiote para ajudá-lo com o passo a passo da travessia.

Em nota, o Itamaraty informou, que não pode dar detalhes sobre casos específicos, mas que oferece assistência a familiares, no sentido de apoiá-los em suas decisões.

 

Nota do Itamaraty

 

O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado Geral na Cidade do México, presta toda a assistência legal e materialmente possível a brasileiros naquele país, respeitando os tratados internacionais vigentes e a legislação local, conforme estabelecido pela Convenção de Viena sobre Relações Consulares, o Regimento Interno da Secretaria de Estado das Relações Exteriores e o Manual de Serviço Consular e Jurídico do Itamaraty.

Em caso de óbito de cidadão brasileiro no exterior, como parte do serviço de assistência a nacionais, as embaixadas e os consulados brasileiros prestam aos familiares orientações gerais, no sentido de apoiá-los em suas decisões relativas, por exemplo, ao traslado dos restos mortais, auxiliam seus contatos com autoridades locais, com vistas a obter todos os esclarecimentos necessários sobre os fatos, e, por fim, cuidam da expedição de documentos, como o atestado de óbito brasileiro. Em casos de morte em circunstâncias suspeitas, a assistência consular também inclui o acompanhamento das investigações junto às autoridades locais.

Nos termos do artigo 31 da Lei 12.527/2011 e do artigo 55 do Decreto 7.724/2012, informações pessoais que se referem à intimidade, vida privada, honra e imagem são protegidas por sigilo e não podem ser divulgadas sem “previsão legal ou consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem”, ou, “caso o titular das informações pessoais esteja morto ou ausente”, não podem ser divulgadas sem o consentimento do cônjuge ou companheiro, dos descendentes ou ascendentes.

FONTE:

Redes Sociais